segurando uma rosa

Quantas vezes encontramos uma rosa
num terreno abandonado e vazio

Quantas vezes assistimos a um eclipse
num céu apagado pelas luzes da cidade

Quantas vezes pousou uma borboleta
em nosso nariz ainda quando crianças

Quantas vezes agradecemos sinceramente
pela nossa carteira honestamente devolvida

Quantas vezes estendemos a mão
para alguém que um dia nos salvaria

Quantas vezes permitimos o amor
de quem verdadeiramente nos amaria

Quantas vezes deixaremos passar
a chance que mudaria nosso futuro

Quantas oportunidades foram perdidas
enquanto procurávamos nossas conquistas

Quantos tesouros iremos desprezar
até percebermos o real valor da vida

– Uriel Silveira

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