Policiais agindo num protesto
Roendo as unhas escondido
rindo do meu desespero
aceno agitado ao amigo
que vive o mesmo pesadelo
Ninguém admite a doença
que é viver numa sociedade
onde opressão é a crença
que dita todas as verdades
Não há mesmo como fugir
ou ninguém mais acredita
não sabemos o que pedir
se até a reza é prescrita
Vivemos escravizados
corpo mente e alma
completamente encurralados
obrigados a manter a calma
Que vida é essa que não vivo
já não há paraíso para se sonhar
apenas fujo buscando um abrigo
a desilusão me impede de acreditar
Não me reconheço mais no espelho
tornei-me apenas um panfleto popular
não sinto mais meu sangue vermelho
perto estou de minha alma entregar
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